Descartes deu o mote. A filosofia deste deste espaço é antes de mais dedicado ao sonho, às duvidas existênciais à escrita e ao prazer da leitura, um blog onde a actualidade não pode deixar de estar presente.



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Sinais e Liberdades fundamentais em perigo!

O medo instala-se paulatinamente por toda a Europa, que se encontra paralisada por muitos loucos que se desdobram em acções, sobretudo pelos radicais Islâmicos que todos os dias cruzam as fronteiras para nos amedrontar e pode dizer-se que neste momento os europeus é assim que se sentem, embora digam que não.

A Liberdade pouco a pouco torna-se numa quimera, ninguém quer saber dos direitos fundamentais; em primeiro lugar pensa-se na Segurança e só depois vem o resto. Violações dos Direitos Fundamentais, o que é isso?

Num verdadeiro passo de magia tudo nos parece normal e já não se quer saber de mais nada, muito menos do que se passa na casa do nosso vizinho. Quem quer saber dos refugiados Sírios? Tudo terroristas, dizem a proposito. Refugiados africanos que todos os dias morrem a tentar chegar à Europa, como se a Europa não fosse neste momento um barril de Pólvora.


A Europa olha para si mesma preocupada pelo Brexit ou outros que estejam à espera para saltar fora desta pseudo União Europeia, assiste apalermada ao que se passa nos Estados Unidos da América e no seu novo Presidente, incrédula como foi que tal personagem chega a presidente daquele País que se dizia timoneiro das Liberdades Fundamentais, mas que afinal sem que o percebam, um dia destes tratarão de nos incluir nesse caldinho e marcharmos também (ao seu lado) sem sabermos bem como, ou em nome das ditas liberdades, numa luta de bons contra maus. Brinquem às guerras, brinquem brinquem com o fogo, as guerras acontecem e não é preciso muito. Tudo isto é simplesmente medonho, a mim o que me mete ainda mais medo é uma coisa que pouco se sente e a que chamam passividade e é disso que sofremos actualmente, nomeadamente a Europa que vê a Extrema Direita a ganhar terreno, sem que ninguém se pareça importar com tal e ou a ver como se multiplicam estes sinais que teimamos em ignorar esperando que os radicais Islâmicos se mantenham longe do nosso pequeno rectângulo, longe do nosso pequeno quintal, que não passem de brincadeiras bélicas dos Senhores Donald Trump, Vladimir Putin, etc etc. ou então que os arremessos Norte Coreanos não passem de tiros de pólvora seca e quanto a isto é o que ainda iremos ver. 

A ver vamos, diz o povo!

Existem muitos e variados motivos para preocupação, tantos que nem nos preocupamos com coisa nenhuma; tomemos como exemplo a Turquia; já pensaram no que está na acontecer lá? É dos que acham que as ideias do Senhor Erdogan não são uma ameaça e que são um mal menor? Acha que aconteceu lá foi mesmo uma tentativa de golpe de estado em Julho passado, ou não passou duma encenação, e que a proposito desse dito evento está em curso uma autêntica Purga transversal a toda a sociedade que faz lembrar outros actores do passado, mas que teimam a ser reencarnados por novas roupagens e novos personagens (a segunda grande Guerra mundial ainda vai permanecer bem viva na nossa cabeça), sabe-se que estão a desaparecer todos os seus opositores, centenas de milhares de Turcos estão a desaparecer e quem quer saber, a comunidade internacional o que faz: Nada! Perante a passividade geral o senhor Erdogan contra-ataca; um simples telefonema anónimo fará o visado desaparecer, seja politico, religioso, policia, militar, juiz, professor ou simples cidadão sob o pretexto de se pertencer ou ser simpatizante do líder religioso Gülen, isso basta para ser imediatamente capturado e ou saneado do seu trabalho sob pretexto de pertencer à "Organização Terrorista Fethullah Gülen". O medo instalou-se na Turquia o mundo assiste impávido e sereno ao referendo para aumentar os Poderes Presidenciais e o medo é tal que está instalado que todos se calam.

Muita coisa está a acontecer neste nosso mundo, o problema é teimar em querer ignorar o óbvio e o óbvio é que nos vamos dar mal e isso é cada vez mais uma certeza, podem ter a certeza, quem dera que me engane.

27 de Abril de 2017
António Gallobar




Pedras com Memória

Mais que que simples Artesanato, para além da pureza, revela-se como autenticas esculturas, na esmagadora maioria do tamanho do palmo duma mão, mas que carregam toda a tradição, usos e costumes do Povo Português, inspiradas nas tradições populares perdidas no tempo por entre urzes dos montes e pedras do caminho. Assim se faz a memória e se preserva a alma do nosso povo.






 
 O seu criador vai-se reinventando a cada passo procurando sempre surpreender.
 Fotos de Fernando Pedro


Discurso Cordão Humano para Salvar a casa de Aristides de Sousa Mendes

Momento zero da luta para se conseguir reconstruir a Casa em ruínas e a memória de ARISTIDES DE SOUSA MENDES sem esquecer que o trabalho apenas começou e que ainda teremos muito trabalho pela frente e vejo que a máquina abrandou, para não dizer parou e vai ser preciso novo impulso para a colocar de novo em andamento




PRESTIGE NUNCA MAIS!
Monumento aos 300.000 voluntários anónimos que ajudaram a limpar a maior maré negra da Península Ibérica  provocada por um petroleiro que se afundou em 2002 ao largo da costa. Uma tragédia ambiental sobretudo em Espanha mas também em Portugal e no Sul de  França, algo sem precedentes que levou milhares às costas galegas para ajudar a remover o petróleo que matou milhares de aves, peixes e danificou irreversivelmente a natureza com milhares de toneladas de poluente derramado, conspurcando uma vasta àrea de rara beleza.
Como pode acontecer tal desastre e de tal magnitude? Que garantias temos de que não volta a acontecer?

Levantou-se de alerta: "PRESTIGE " NUNCA MAIS!" Porém infelizmente nada nos garante que isso seja efectivamente verdade e que não possa voltar a acontecer de novo. Deixo-vos com as imagens que fiz.



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O Povo de Ogrove, reconhecido erigiu este momento que marcará para sempre a boa vontade dos milhares de voluntários que anonimamente deram as mãos e ajudaram a limpar as Rias Baixas, com as suas belezas ímpares, pelo seus mariscos e pelas suas  praias lindíssimas repentinamente conspurcadas pelo mancha negra de petróleo que acabou por ficar impune à mercê da sorte, uma vez que as aguas do atlântico continuam a ser utilizadas pelos grandes petroleiros. Escultura da autoria do escultor Galego Óscar Torres e seus escultores colaboradores Carlos Fernandez, Álvaro Lema, Roberto Rego e Pablo Malvar que nos lembram sempre que isto não pode nem deve voltar a acontecer.



(...é deste paraíso, que vos falo...)













Ficam aqui alguns registos do que se passou... para memória futura:  
O ÊXITO DOS PORTUGUESES QUE PARTIRAM À DESCOBERTA DE OUTROS MUNDOS HÁ 500 ANOS ATRÁS POR MARES NUNCA ANTES NAVEGADOS, FOI ALGO QUE ESPANTA O MUNDO, TENDO SIDO VERDADEIRAMENTE UM FEITO NOTÁVEL UM VERDADEIRO CHOQUE TECNOLÓGICO.


DEMISSÃO NO MÍNIMO!


EMBAIXADOR PORTUGUÊS NA ARGENTINA, TRAVA HOMENAGEM A ARISTIDES DE SOUSA MENDES, tal e qual... lamentável este comportamento justamente vindo dum embaixador, um verdadeiro escândalo uma vergonha.

Parabéns ao Expresso e ao Jornalista Márcio Resende pela denuncia.
Um abraço para o amigo Victor Lopes pelo seu fantástico projecto, que ainda não morreu.
Partilhem isto por favor.
Ver noticia em: http://expresso.assineja.pt/V/primeiro/2233/…

A Capela Sistina é sem dúvida um dos maiores tesouros da Humanidade, onde o génio de Miguel Ângelo deu largas à sua criatividade, numa obra verdadeiramente ímpar. Aqui deixo este pequeno vídeo assinalando a minha passagem e a emoção que senti perante aquele fantástico tesouro; um dos maiores da Humanidade.



Pelas tradições e costumes dum povo, se vê a sua verdadeira alma.

 Cortejo Etnográfico de Celorico de Basto - 2014

É realmente emocionante ter o privilégio de poder assistir, aqui fica este belo registo para memória futura. Parabéns a todos
O Professor “Rézinhas” e o 25 de Abril

Há uns tempos reencontrei um meu amigo dos tempos de escola do velhinho Infante D. Henrique e esse encontro reavivou memórias... que quase nos levavam de novo à adolescência. Até porque essa conversa tinha algo a ver com o próximo feriado nacional. Acabamos falando sobre o 25 de abril, dando algum sentido à celebre frase: “Onde é que estavas no 25 de Abril de 1974?”.

E assim perguntei à minha memória, afinal onde é que estava?

Passou mesmo muito tempo, quarenta anos. Passaram rápido… tão rápido que por vezes nem sentimos. Tínhamos na altura talvez treze ou catorze anos de idade, quando aconteceu. Esse dia mudou as nossas vidas, a minha e a de muita gente. Viviam-se tempos nada faceis, anos e anos de sofrimento, guerras e perseguições políticas. Finalmente chegara o dia por que tantos sonharam e pelo qual esperavam, e, que iria mudar a face de Portugal, renovada de esperança aos olhos não só dos Portugueses mas afinal de todo o mundo; foi algo notável até porque quase não se perderem vidas humanas. Apenas com uma vontade férrea de alguns para mudar o que parecia imutável há meio século.

Tudo aconteceu num dia igual a tantos outros, como o de hoje por exemplo num belo dia de primavera, lembro por volta das 11h30m um professor entrou na sala com os cabelos brancos em pé, dirigindo-se à colega que dava a sua aula de Educação Visual, segredando algo inaudível. Todos naquela turma conhecíamos bem quem ele era; aquele velho professor que acabara de entrar que com ar grave nos disse pouco depois para irmos todos para casa, que não haveria mais aulas naquele dia, tinha havido uma revolução.

"Não há aulas... não há mais aulas!" Excelente, fantástico exclamaram num reboliço na sala a maioria, os mais curiosos acercaram-se dele junto à secretaria onde se sentavam os professores para darem as aulas e foram perguntando o que era isso de uma revolução, enquanto a maioria já corria pelos corredores em grande algazarra, gritando... não há aulas, não há aulas!.

Voltando-se para os presentes e com voz embargada e visivelmente emocionado apenas nos disse que tinha acabado a “mordaça” acrescentando uns segundos depois, que apartir dali iríamos ser livres… acrescentando com voz baixa e tremula “...Se Deus quiser…”

Agitação crescente em redor dos dois professores. A professora de Educação visual mantinha o rosto austero e de grande desagrado perante as explicações do colega aos alunos dizendo que não seria bem assim, visivelmente incomodada com o “à-vontade” com que falávamos com ele e ele connosco principalmente sobre um tema tabu proibidíssimo nos tempos que corriam e não compreendia como era possível que o colega se permitia a essas explicações vaticinando sem o esconder, que ele se iria dar mal e que já tinha idade para ter juízo, pegando na bolsa num rompante abandonou a sala saindo a vociferar, ele pouco incomodado com a colega encolheu os ombros e foi acrescentando naquela aula improvisada sobre a Liberdade, coisa que não sabíamos muito bem o que era.

Mas nós não éramos livres? Questionavam-se alguns de nós em surdina.

- Depois vos explico! A partir de hoje jamais será como até aqui… nasceu um novo dia, uma nova mentalidade que fará com que todos possamos dizer o que sentimos sem medos e receios de irmos parar à prisão.

O velho professor foi dizendo entre outras coisas que, “Liberdade é responsabilidade” e que a “minha Liberdade acaba, quando começa a dos outros”, e que muitos se sacrificaram para que aquele dia finalmente pudesse acontecer.

Foi mais uma grande lição daquele grande mestre que jamais poderei esquecer. Professor de uma disciplina que ninguém gostava (matemática...), odiada até por muitos, mas que era na época a cadeira mais fantástica que poderia ter e porquê?

Entre outra coisa que lembro este senhor tinha uma estranha forma de leccionar, ensinava os alunos a copiar (para os testes dele e dos outros professores) mas dizia que, o poderíamos fazer desde que ele não visse, mas nos dias dos pontos ficava normalmente sentado lendo ou preparando a aula seguinte, impondo silêncio para que não nos distraíssemos e copiássemos bem, dizia que enquanto preparávamos as cábulas estávamos a aprender, passávamos horas e horas a fazer “copianços” longos e extensos, usávamos a criatividade, a fama dele era grande o que fazia com que não fosse muito bem visto pelos seus colegas que não achavam grande graça ao método, achávamos aquele professor fantástico e era mesmo! É o único de quem me lembro o nome e foi o único professor que tive com quem aprendi mesmo matemática o resto são conversas.

Com isto do professor Rézinhas, quase esqueci de falar no 25 de Abril e que para haver Liberdade, é preciso quebrar algumas regras e ele quebrou-as e com êxito, ainda o lembro passados todos estes anos, é fantástico. Liberdade com responsabilidade... como ele muito bem dizia!

António Gallobar